domingo, 21 de março de 2010

Ação, aventura e romance na medida certa


Por Juliana Monteiro

Quando vi todos os tipos de propagandas sobre o filme Avatar, a primeira coisa que me veio em mente foi "não vou ver isso", me irrita muito quando vejo esses filmes blockbusters gastando horrores em propaganda e sempre penso que isso os tornarão medíocres.

Mas fico feliz em dizer que me enganei. Mal acabo de sair do cinema e me vi obrigada a aparecer por aqui e falar um pouco sobre o filme, confesso que não sou muito fã de filmes de ficção científica, mas esse me impressionou, não pelo 3D, pois percebi que ver filmes em 3D ainda é uma grande bobagem, não muda muita coisa mas aumenta a sensibilidade do filme, parecendo que tudo está mais real.

O filme exibe uma beleza artística linda, cheia de detalhes e uma imaginação que lhe faz querer estar entro daquele ambiente, junto com os seres azuis que habitam naquele mundo totalmente diferente do nosso. Nos faz pensar, também, como destruímos nossas terras, afinal todo o verde que vimos no mundo Pandora, de alguma forma, mesmo sem os brilhos e sem os seres com o dobro de pernas que nossos animais, existiam em nosso mundo.

A paixão dos moradores desse mundo diferente, os Navi, nos envolve, o modo que eles admiram sua terra e a energia que nela vive é lindo. O filme conta com belas cenas de aventura, desde como montar em um animal voador incrivelmente perigoso, até como escalar arvores enormes. Sobre a ação, a guerra contra os maus (claro que são os humanos) e os bons (os Navi) é brutal, um com armas de fogo e aparelhos tecnológico, os outros com flechas, animais estranhos e amor pelo que estavam deixando por lá.

A língua nativa deles, Na'Vi, para quem gosta de uma cultura as vezes inútil, é uma mistura dos dialetos dos elfos de "senhor dos Anéis" com os dos Klingons, os alienígenas bélicos da saga "Star Trek" (obrigada Folha Online por essas informações), mesmo que na maior parte do tempo os Avatares falem inglês, uma das poucas falhas que encontrei no filme, acho ainda um absurdo americanos se recusarem a lerem legendas e assim destruírem uma parte da graça no filme.

Sobre o romance, não tenho nada a reclamar, é a presença de um amor incrível entre o humano paraplégico Jake Sully (Sam Worthington), protagonista do filme e a guerreira navi Neytiri (Zoe Saldana), ele aprendendo como é viver no mundo dela e ela aprendendo o que é amar um ser como ele, um humano veterano de guerra que só sabe destruir, uma criança irresponsável, como ela mesmo o denomina.

Quem ainda não foi conferir o filme os incentivo a irem, vale a pena, mesmo que o cinema esteja absurdamente caro (nem queira saber qual é o preço para ver um filme em 3D, se ainda não viu).


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