quinta-feira, 18 de março de 2010

Princesa - a história real das mulheres árabes por trás de seus negros véus

Por Juliana Monteiro

Há muito tempo li este livro, para ser sincera, há quase dois anos, para mim já é tempo de mais para esquecer algumas partes, mas tempo o suficiente para continuar considerando-o um livro que me impressionou.

Princesa - a história real da vida das mulheres árabes por trás de seus negros véus é uma história verídica de uma princesa da Arábia Saudita, nele, a princesa saudita que é nominada com o codinome de Sultana (para evitar que a descubram e que isso destrua não só a si, mas como também a sua família) nos conta como é sua cultura, como as mulheres são tratadas, de todos os preconceitos e todos os modos de tortura que supostamente o Alcorão traz para o sexo feminino.

Na época que eu o li, ficava revoltada a cada página, a cada barbaridade que encontrava no livro, e principalmente ficava chocada com a mente de Sultana, não é difícil para as mulheres que lerem esse livro simpatizarem com a princesa, uma mulher de personalidade forte, de ideais marcantes em um mundo onde tudo isso se mostra proibido.

Não quero aparecer aqui oferecendo esse livro para criticar a religião mulçumana e sim para mostrar como o mundo é além do lado ocidental. Mesmo que eu tenha que recomendá-lo principalmente as mulheres, quem sabe para abrir um pouco as mentes, recomendo-o também para os homens, sensíveis ou não, a jornalista Jean P. Sasson, escritora deste livro, relatou de maneira deliciosa a vida trágica das mulheres nos países árabes e soube usar com sapiência os diários de Sultana para escrever este livro.

O livro custa entre 30 reais, editora Best Seller, com somente 248 páginas, pelo preço e pelo conteúdo, digo que vale muito a pena ler e como já está virando rotina, deixo aqui o meu trecho favorito do livro, porém nem um pouco feliz:

"Habbib informou Taliani da triste notícia de que Samira fora condenada ao 'quarto da mulher', uma punição particularmente cruel. Tinham lhe preparado um quarto especial no sótão da casa do tio. Tratava se de uma cela desprovida de janelas, assim preparada para manter Samira presa no seu interior. As janelas foram tapadas com blocos de cimento. As paredes foram isoladas para não deixarem passar os gritos que a prisioneira pudesse soltar. Colocaram uma porta especial, onde uma fenda deixava passar apenas os alimentos. Fizeram um orifício no chão para a saída dos detritos orgânicos."

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