
Por Thiago Mattar
Essa coletânea de textos organizada pelo poeta, tradutor e teórico de vanguarda Haroldo de Campos pode transformar sua visão sobre a escrita ideogrâmica chinesa.
O livro possui seis textos que podem interessar aos leitores de diversas áreas do conhecimento, são enfoques diferenciados acerca do tema. Há, por exemplo, o histórico ensaio de Ernest Fenollosa que agradaria qualquer estudante de semiologia ou linguística; como também um texto importantíssimo escrito pelo cineasta Siérguei Eisenstein sobre a relação entre os ideogramas e a linguagem cinematográfica, a leitura desse estudo há anos causa frisson em acadêmicos de cinema por todo o mundo. Também vale a pena conferir o artigo de S. I. Hayakawa sobre “O que Significa Estrutura Aristotélica da Linguagem?” tema de debate em bancas filosóficas e linguístas. Para quem se interessa por cultura oriental, filosofia, cinema e poesia esse livro é a melhor pedida. São 240 páginas de pura preciosidade.
A editora Edusp caprichou nessa quarta edição de 2000; o formato, a maleabilidade e a qualidade do papel acariciam os olhos e os dedos do leitor. Apesar de ser relativamente nova essa publicação alguns sites de venda da internet já acusam o seu esgotamento, por isso, não será tão fácil achá-lo “nas melhores livrarias” ou “na mais perto de você”. O caminho até essa jóia é o caminho do garimpo e da pesquisa. Afinal, para que servem os sebos? Boa sorte!
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