
Por Leonardo Rodrigues
Sempre ouvimos falar da "banda que vai salvar o rock", todo mês tem um grupo ou disco novo, pra levantar a bandeira do estilo novamente. Mas será que é necessário mesmo, uma banda para "salvar" um estilo já tão consolidado, ou isso é sinal de que o estilo já está tão consolidado, tão consolidado, que criou musgos e virou apoio para outros estilos?
Venho conversando com alguns amigos sobre a cena musical dos últimos 10 anos, e paramos geralmente na pergunta "o que foi significativo desde o fim da década de 90 no rock?". Além daqueles dinossauros do rock voltando e indo, como se fazer aparições e eventos de rock geriátrico fossem uma revolução, há pouquíssima coisa a ser realmente guardada com sete chaves para mostrar para os filhos em uma ou duas décadas. O fato de grandes bandas de rock voltarem não quer dizer nada além de que as mesmas ainda tem prestígio, ainda são cultuadas, mas simplesmente não dão a direção dos ventos que estão por soprar adiante. Afinal, é sensacional o fato do Led Zeppelin subir aos palcos novamente, os Mutantes fazerem shows lotados na Inglaterra e o Keith Richards ainda estar vivo e tocando com os Stones, mas... e daí? O que eles estão mostrando de novo?
Existem bandas que estão na ativa a pouquíssimo tempo, e já mostram que vieram para marcar seu nome, independente de diferentes vertentes dentro do rock, algumas já provaram que tem condições de serem os próximos geriátricos balançando os cabelos brancos no palco daqui 40 anos. Devo destacar, que uma delas é o Wolfmother. A banda australiana liderada por Andrew Stockdale mudou muito do primeiro para o segundo álbum. Na verdade, a única coisa que não mudou foi justamente o frontman Stockdale, pois a banda foi toda trocada, e ganhou mais um guitarrista. Os vocais rasgados fazem você pensar "Led Zeppelin", as guitarras fazem você pensar "Black Sabbath", mas a aura comercial faz você parar o que está fazendo, para pensar "...o que é isso afinal?". Será que chegamos num ponto, que a indústria musical não deve apenas se basear e modelos antigos para fazer um bom produto musical, mas também precisa reciclar o que já foi visto, revisto, e agora mais velho e senil, volta?
O disco de estréia da banda "Wolfmother" explodiu, e fez a banda iniciar a turnê mundial em 2005, e de cara rendeu 5 discos de platina e 3 de ouro ao redor do mundo, com o impulso de três singles ("Woman", "Dimension" e "Joker & The Thief") emplacados nas paradas americanas e britânicas durante semanas, a banda só mostrava que o caminho a seguir era em direção ao topo. A banda se separou em janeiro desse ano, porém o nome foi mantido sob os direitos de Andrew Stockdale, que prosseguiu com o projeto com três outros integrantes, e em julho, se reuníram no estúdio da casa do vocalista, para gravar as demos do que seria mais tarde o disco Cosmic Egg.
Em outubro, foi lançado o novo disco, muito mais experimental, muito mais pesado e mais complexo do que o "rock direto" do primeiro disco. Ainda não li muitas críticas sobre o novo trabalho, mas com toda certeza, a banda continua em um bom caminho, já pavimentado desde a década de 60 até os dias atuais.
Seguindo a tendência atual, há muito barulho além da canção, até soando como o desanimador disco do Arctic Monkeys Humbug (2008), o que me desagradou um pouco, mas não o suficiente para me fazer pular música alguma.
Enfim, acho que vale a pena, caso não conheça nada da banda, baixar ou comprar o primeiro álbum (que está disponível até em vinil e em DVD), para entender o caminho que o grupo -ou só o vocalista- vem percorrendo para chegar onde chegou hoje.
Venho conversando com alguns amigos sobre a cena musical dos últimos 10 anos, e paramos geralmente na pergunta "o que foi significativo desde o fim da década de 90 no rock?". Além daqueles dinossauros do rock voltando e indo, como se fazer aparições e eventos de rock geriátrico fossem uma revolução, há pouquíssima coisa a ser realmente guardada com sete chaves para mostrar para os filhos em uma ou duas décadas. O fato de grandes bandas de rock voltarem não quer dizer nada além de que as mesmas ainda tem prestígio, ainda são cultuadas, mas simplesmente não dão a direção dos ventos que estão por soprar adiante. Afinal, é sensacional o fato do Led Zeppelin subir aos palcos novamente, os Mutantes fazerem shows lotados na Inglaterra e o Keith Richards ainda estar vivo e tocando com os Stones, mas... e daí? O que eles estão mostrando de novo?
Existem bandas que estão na ativa a pouquíssimo tempo, e já mostram que vieram para marcar seu nome, independente de diferentes vertentes dentro do rock, algumas já provaram que tem condições de serem os próximos geriátricos balançando os cabelos brancos no palco daqui 40 anos. Devo destacar, que uma delas é o Wolfmother. A banda australiana liderada por Andrew Stockdale mudou muito do primeiro para o segundo álbum. Na verdade, a única coisa que não mudou foi justamente o frontman Stockdale, pois a banda foi toda trocada, e ganhou mais um guitarrista. Os vocais rasgados fazem você pensar "Led Zeppelin", as guitarras fazem você pensar "Black Sabbath", mas a aura comercial faz você parar o que está fazendo, para pensar "...o que é isso afinal?". Será que chegamos num ponto, que a indústria musical não deve apenas se basear e modelos antigos para fazer um bom produto musical, mas também precisa reciclar o que já foi visto, revisto, e agora mais velho e senil, volta?
O disco de estréia da banda "Wolfmother" explodiu, e fez a banda iniciar a turnê mundial em 2005, e de cara rendeu 5 discos de platina e 3 de ouro ao redor do mundo, com o impulso de três singles ("Woman", "Dimension" e "Joker & The Thief") emplacados nas paradas americanas e britânicas durante semanas, a banda só mostrava que o caminho a seguir era em direção ao topo. A banda se separou em janeiro desse ano, porém o nome foi mantido sob os direitos de Andrew Stockdale, que prosseguiu com o projeto com três outros integrantes, e em julho, se reuníram no estúdio da casa do vocalista, para gravar as demos do que seria mais tarde o disco Cosmic Egg.
Em outubro, foi lançado o novo disco, muito mais experimental, muito mais pesado e mais complexo do que o "rock direto" do primeiro disco. Ainda não li muitas críticas sobre o novo trabalho, mas com toda certeza, a banda continua em um bom caminho, já pavimentado desde a década de 60 até os dias atuais.
Seguindo a tendência atual, há muito barulho além da canção, até soando como o desanimador disco do Arctic Monkeys Humbug (2008), o que me desagradou um pouco, mas não o suficiente para me fazer pular música alguma.
Enfim, acho que vale a pena, caso não conheça nada da banda, baixar ou comprar o primeiro álbum (que está disponível até em vinil e em DVD), para entender o caminho que o grupo -ou só o vocalista- vem percorrendo para chegar onde chegou hoje.
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